Transporte clandestino oferece risco a turistas na fronteira com o Paraguay

Em Foz do Iguaçu, são 3 veículos ilegais para cada motorista regularizado. Valor é mais barato. Mas, muitas vezes, os passageiros acabam assaltados.

Para atravessar a fronteira entre o Brasil e o Paraguai , o que mais tem é transporte clandestino. São três veículos ilegais para cada motorista regularizado. Muitas vezes, os turistas acabam assaltados.
A poucos metros da fronteira do Brasil com o Paraguai, perto do posto de fiscalização da polícia, a van clandestina para e oferece a corrida. O turista parece desconfiar. Mas aceita a oferta de preço mais baixo.
O transporte é ilegal, mas circula tranquilamente e faz vítimas.

Rodrigo Alves contratou o serviço sem saber dos riscos. Antes de cruzar a Ponte da Amizade, o motorista da van desviou o caminho, outros comparsas embarcaram e anunciaram o assalto.

Transporte clandestino oferece risco a turistas na fronteira com o Paraguay

“Desespero, eu comecei a me debater e dar cotoveladas no vidro, tentar abrir a porta e nisso eles me cortaram na cabeça, cortaram no braço. Aí, eles extorquiram, bateram, espancaram a gente”, conta o bancário.
A estimativa é que seis mil vans, táxis e motos trabalhem ilegalmente na região da fronteira. O número corresponde a quase três vezes a frota legal.

“Eles tem o modus operandi bastante peculiar, que é o de retornar ao Paraguai onde acabam por trocar as placas desses veículos e praticando assim novos assaltos”, explica o delegado Geraldo Evangelista.
A cada dois dias, um assalto com transporte ilegal é registrado na delegacia. Mas a polícia acredita que os crimes sejam ainda mais frequentes. É que muitas vítimas não denunciam quando o prejuízo é pequeno.
O turista precisa estar atento na hora de escolher o transporte. As motos legalizadas são amarelas e os motociclistas usam coletes com números de identificação. As vans credenciadas também têm esse número e placas vermelhas.

Joacir Kubaski não conferiu essas indicações de segurança. Foi assaltado e agredido pelo falso mototaxista.
“Eu fiquei uns três minutos brigando com o cara, aí quantas coronhadas eu levei e tudo e não tem segurança não tem nada”, lamenta o turista.

Fonte Bom dia Brasil

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